VW Kombi usada segue com a história nas ruas

A velha e gloriosa Kombi é o veículo motorizado mais conhecido no mundo! Se você é um ser humano e vive nesse planeta, com certeza já viu uma por aí. Sua história remonta ao início da década de 50, embora no Brasil ela só tenha começado a ser fabricada em 1957, mas mesmo assim é o carro mais antigo do país. E ainda hoje, mesmo não sendo mais fabricada, ela continua marcando sua presença nas ruas brasileiras.

Carros
8 meses atrás
VW Kombi usada segue com a história nas ruas

Motor simples, robusto e quase eterno

Uma das principais características da Kombi, e que a diferenciam dos demais veículos modernos, é o motor construído sobre um robusto monobloco (sem chassi), com suspensão independente e coluna de direção quase totalmente vertical, o que faz do veículo um modelo simples, robusto e cuja duração do motor é quase eterna. Prova disto são os modelos que ainda estão pelas ruas, nos quais a carcaça mal aguenta sobre si mesma, mas que ainda o motor funciona perfeitamente.

Origem do conceito da Kombi

Nos idos 1940 o importador holandês Ben Pon elaborou o primeiro esboço da Kombi, que seria um veículo maior que o Fusca e produzido sobre o seu chassi. Aos poucos esse desenho foi ganhando forma e, com o passar do tempo, foi sendo aprimorado e viável do ponto de vista da aerodinâmica. Em 8 de março de 1950 ele saiu pela primeira vez às ruas. Em 1953 o grupo Brasmotor passou a montá-la no Brasil, e sua fabricação aqui começou em 2 de setembro de 1957.

Funções já atribuídas a uma Kombi

A Kombi já fez de tudo na vida: serviu como perua escolar, funcionou como ambulância, foi pioneira no comércio ambulante servindo como barraca de feira, e chegou a altos cargos como o de viatura policial. A pobre bem que merecia se aposentar…

Breve história da Kombi no Brasil

A Kombi merece que seja contada sua história, ainda que brevemente:

  • No ano de 1950 ocorreu o seu lançamento na Alemanha e se inciou as vendas no Brasil; a importação passou a ser realizada pelo Grupo Brasmotor (proprietário da marca Brastemp). O modelo vinha equipado com motor de 1.100cc e 25cv. Em algumas a partida era manual (na manivela).
  • Em 1952 o câmbio recebeu a 2ª, 3ª e 4ª marcha sincronizada. Foi neste ano também o lançamento da versão pick-up e da versão para passageiros, apelida Samba.
    Um dos grandes marcos, contudo, foi o ano de 1953, quando se iniciou a montagem no Brasil, com as peças que vinham da Alemanha (nasceu o chamado “sistema CKD” –Completely Knocked Down).
  • Em 1954 o motor foi aprimorado e passou a contar com 1.200cc de 36cv.
  • Outro grande marco foi o ano de 1957, mais precisamente no dia 2 de setembro, quando a Kombi passou a ser fabricada no Brasil, com 50% das peças nacionalizadas.
  • Em 1960 foi o lançamento da versão chamada “Turismo”, a qual foi adaptada para camping.
  • Em 1961 o painel ganhou o marcador de combustível elétrico e foram adotadas luzes de seta na frente, além de uma nova lanterna traseira, maior e com a lente desmontável, para facilitar a manutenção em caso de quebra.
  • No ano de 1965 ela ganhou dois esguichos no lavador do para-brisas.
  • Em 1967 o motor recebeu novo aprimoramento, passando para 1.500cc com 52cv; também nesse ano se deu o lançamento da versão “Pick-up”, com bancos individuais na dianteira e limpador de para-brisas de 2 velocidades.
  • Em 1970 o modelo ganhou cintos de segurança e extintor de incêndio.
  • No ano de 1974 os botões do painel receberam o desenho indicativo de suas funções, além de ter sido implementado o retrovisor externo na direita.
  • Outro grande marco foi o ano de 1976, quando a Kombi recebeu sua primeira reestilização e ainda ganhou um motor de 1.600cc.
  • Em 1981 deu-se início às vendas do modelo com motor a Diesel 1,5l, refrigerado a água e com radiador dianteiro.
  • Em 1983 a Kombi ganhou freios a disco na dianteira, novas rodas e calotas parecidas com a do Fusca, seu primo mais velho.
  • Um pouco antes da Eco 92, neste mesmo ano, a Volksawagem passa a adotar os primeiros equipamentos antipoluição: catalisador e cânister.
  • Em 1997 aconteceu a sua segunda reestilização, na qual foi acrescentada a porta lateral corrediça.
  • Em 1998 o motor de 1.600cc recebeu novas modificações, como a injeção eletrônica.
  • Já no novo milênio, em 2006 ela ganhou o Novo Motor Flex 1.400cc refrigerado a água, introdução da grade dianteira para o radiador e painel de instrumentos com novos mostradores semelhantes aos do VW Fox.
  • Ainda em 2006 foi lançada a Série Prata, uma edição limitada com apenas 200 unidades destinadas a colecionadores, prenúncio de sua aposentadoria.
  • Em 2007, em comemoração de seu aniversário, foi feita a Edição Comemorativa 50 anos, com apenas 50 unidades produzidas.
  • Por fim, em 2013 veio o emocionante momento da despedida. A Kombi deixaria de ser fabricada por não atender às exigências da nova lei dos freios ABS e dos air-bags. Às 22h do dia 18 de dezembro de 2013 foi produzida última Kombi, e assim um dos maiores capítulos da história automobilística brasileira e mundial se encerrava.
  • Porém, em 2017 a Volkswagen informa que começará a produção da Kombi Elétrica a partir de 2022. Uma nova página se iniciará para durar, quem sabe, mas umas 5 décadas.

A despedida

Com muita sensibilidade, a montadora alemã notou a comoção que houve na opinião pública quando foi anunciado o encerramento das produções da Kombi, e fez uma despedida simplesmente espetacular, emocionante na verdade. A Kombi deixou um testamento no qual manifestava alguns desejos, e esse testamento foi transformado em vídeo, intitulado “Os últimos desejos da Kombi”. Não daremos spoilers, assistam o vídeo!

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